Há alguns minutos recebi um telefonema, era uma professora da rede pública, terminara de ler o livro "Comunidade Educacional das Trevas", disse que sentiu certo alívio ao ler o conteúdo, pois muito do andava assustando-a, ficara explicado.Porém, hoje, no período da amanhã, um aluno, menino de nove anos, bastante arredio e que demonstrava muita raiva, acabou brigando com outro da mesma sala de aula, os garotos foram separados e depois encaminhados à diretora da escola. Apesar da conversa conciliadora e da boa vontade dos funcionários, esse garoto não se acalmava, jurando que se vingaria do colega.
Perto do horário da saída, pediu para ir ao banheiro, demorou um pouco mais do que o normal, mas voltou à sala de aula. A professora, que me ligou, falou que achou estranha a postura do menino e se aproximou do mesmo, percebeu que ele escondia algo preso ao cós da calça e debaixo da blusa de frio, ela o pressionou e por fim o menino entregou a ela uma faca, que havia pego na cozinha da escola.
Bastante assustada, encaminhou o garoto à direção, depois de tomar a posse da "arma", então questionou o que deveria fazer nesse caso, além da ação prática imediata.
Esse é um assunto sério, muito sério e que anda se repetindo nas escolas, não só as públicas, como também nas particulares. As razões se reproduzem numa velocidade dramática, desde a ausência dos pais a incapacidade legal que impossibilita uma ação mais efetiva por parte dos educadores.
Gostaria da opinião de todos os que lerem esse relato, educadores, pais, alunos, a sociedade em si, como um todo, pois acabamos por vivenciar as consequências de situações como essa. E é trocando ideias e impressões que podemos de uma forma mais eficiente contribuir com a melhoria de vida para nossas crianças e jovens.
Então, pergunto a vocês?
- QUAL A SOLUÇÃO?
Li o livro "Comunidade Educacional das Trevas" há uns 2 anos, e o recomendo sempre quando percebo que as pessoas precisam entender melhor o que passa nas salas de aula. A violência entre os jovens é aterradora, percebo um descaso grande dos pais, que pensam apenas em suprir necessidades materiais, do governo que apenas reforça esse desequilíbrio social, mantendo o povo sob rédeas curtas (pseudos programas sociais e educação de péssima qualidade). Só vejo uma solução, uma reforma social e educacional séria e constante.
ResponderExcluirObrigada por sua contribuição. Devemos estar atentos e ser ativos, afinal, somente, dessa forma conseguiremos modificar este caos social. Abs amorosos.
Excluirnão sei responder, mas também estou assustado, tenho problemas com meus filhos e não consigo controlar. eles fazem o que querem, minha esposa está até doente. vou ler o livro, mais uma tentativa, já tentamos até psicologos.
ResponderExcluirNão termos respostas não é ruim, o importante é pensarmos sobre o assunto e buscar soluções. Apenas seja paciente com seus filhos, firme em suas propostas de melhoria para a família e que sua ação seja amorosa e ética. Abs amorosos para todos vocês.
ExcluirMeu nome é Dirce, e acredito que precisamos fazer algo com urgência, afinal só vemos violência e mais violência, nossos jovens estão perdidos pela vida, sinto que não sabem nem mesmo que tem direitos e deveres como cidadãos. Passei minha vida trabalhando em escolas públicas, hoje estou aposentada, mas durante o período que trabalhei, consegui enxergar a decadência no processo educativo deste país. Fala-se muito em números de alunos, mas não percebo urgência em manter a qualidade. Precisamos de um governo forte, honesto e comprometido com o povo, caso contrários seremos tragados pela ignorância e pelas drogas.
ResponderExcluirDirce, obrigada pelo seu depoimento e sugetão, é muito importante a participação do povo no processo de evolução pelo qual estamos passando. Deus a abençoe!
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