sexta-feira, 15 de maio de 2015

ESCOLHAS

Estava aqui pensando sobre a natureza humana, que se manifesta de várias formas, dependendo do momento que vivemos: às vezes mansos e pacíficos, outras arrelientos e inconformados, e outras tantas passivos e tristes; isso faz parte de nossas experiências no dia a dia, mas convivemos com pessoas que estão sempre num estado emocional característico de sua capacidade de compreensão diante de qualquer circunstância de vida, e isto pode nos tornar feliz ou infeliz.
Viver diante de uma passividade doentia é algo que nos faz perder a própria identidade, por maior que seja o leão que nos deprime, a capacidade de torná-lo do tamanho que deve ter, depende, exclusivamente, de nossa postura diante dele. Há anos presencio a relação doentia entre duas pessoas, que ora se amam com selvageria, e não estou falando de sexo, estou falando de amor, comportamento, reações absurdamente intensas, e em determinado momento, um ou o outro cede, miseravelmente, aos quereres insanos do outro; até o momento que o papel de coitado, vítima infeliz o sufoca, e ele reage de forma agressiva, culpando e apontando o dedo para informar ao mundo que existe um verdugo culpado de suas dores.
Mas... temos algumas experiências pregressas que nos abrem novos horizontes de entendimento, se eu aceitar que essa vida é única e limitada a esse momento, ficarei presa a esses conceitos finalizadores da esperança; mas, se acreditar que vivenciei outros momentos em outras experiências, poderei entender que trago um cabedal de sentimentos, emoções e momentos, que tiveram várias nuances de felicidade e infelicidade, marcando nossas mentes com traumas, que não lembramos, mas ainda vivenciamos, e nos limitam agora, aqui, nesse instante.
Junto com essas experiências trazemos companheiros antigos, também traumatizados e necessitados de um acerto final, para que possam viver de maneira mais lúcida, e, como consequência direta, mais livre e com maior compreensão do passado que nos acorrenta a dor imorredoura.
Quando entendemos que nossas vidas vão além desta encarnação, também nos responsabilizaremos pelo passado distante, e trataremos com lucidez e clareza as nossas limitações e saberemos que aqueles companheiros, que no momento doloroso da ignorância da bondade, são instrumentos de libertação para o futuro esclarecedor.
Nesta encarnação abençoada que vivo, pude presenciar em minhas lides espíritas o milagre que Deus nos permite realizar, que se origina na crença sobre a capacidade que temos de trabalhar nossas dores e limitações através do exercício de autoconhecimento.
Para mim, esse conhecimento, está baseado nas palavras do Mestre Jesus: - Sois deuses e podeis fazer muito mais do que eu faço.
Como também na bondade latente, na fraternidade amorosa e na tolerância necessária que devemos alimentar em nossos corações.
Quando definimos que queremos “ser” espíritos melhores, não ficamos mais a mercê de rompantes emocionais e comportamentais, como também entendemos que o próximo está ali, como nós mesmos, fazendo o melhor que pode naquele momento, então a influência do meio deixa de ser tão aterradora para o nosso entendimento.
Duas naturezas que se encontram em nós mesmos: a luz que vem de nossa origem divina ou as trevas que nos envolvem, e tantas e tantas vezes nos parece mais atraente que a própria liberdade, no meu entender essa é a escolha que devemos fazer a cada instante de nossas vidas.
Deus os abençoe nessa caminhada amorosa,

Eliane Macarini -

Escritora Espírita

Nenhum comentário:

Postar um comentário