PREFÁCIO DO LIVRO “COMUNIDADE EDUCACIONAL DAS TREVAS”, AUTOR ESPIRITUAL VINICIUS (PEDRO DE CAMARGO) PELA PSICOGRAFIA DE ELIANE MACARINI
Trabalhemos juntos, e unamos nossos esforços, a fim de que o Senhor, na sua vinda, encontre a obra acabada. (espírito da Verdade em O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capitulo XX - Trabalhadores da última hora)
Nada mais justo do que citar, logo de início, o nome de admirável espírito, a quem muito tenho a agradecer em minha educação, miss Mrtha H. Watts, missionária do bem sentir e do bem querer.
Após a minha chegada ao mundo dos espíritos, tive o privilégio de sua visita, e, nessa época, já se delineava em minha mente um projeto: relatar esperiências que vivenciava por meio de estudos e trabalhos assistenciais, e que tanta admiração causavam a meu espírito ignorante; então a admirável Martha solicitou-me, com a habitual humildade e serema e firme doçura, que considerasse a possibilidade de um trabalho literário que discorresse sobre a educação de todos nós, tanto no plano dos encarnados como no plano dos desencarnados, enfocando a infância e a juventude, experiência que ela vivenciava a algum tempo e por meio da qual auxiliou tantos jovens, assim como eu mesmo, mas que principalmente relacionasse a esse processo as inevitáveis consequências, provas da continuidade da vida, a vida eterna.
Martha confidenciou-me sua preocupação com o descaso com que muitas famílias, educadores e autoridades tratam nossos jovens iniciantes em desgastantes jornadas na carne. Então decidimos, juntos, solicitar auxílio a amigos mais bem informados, para que pudéssemos ser aconselhados na melhor maneira de conduzir tal projeto, visto sua importância para orientar nossa sociedade.
Assim foi feito, e aqui estamos a iniciar essa obra de amor e carinho aos pequeninos do Senhor, tendo como objetivo principal alertar sobre a responsabilidade que todos adquirimos ao assumir compromisso em participar da educação de espíritos recém-chegados aos dois planos, para que em futuro próximo possam ter a oportunidade de escolhas conscientes e mais saudáveis, dessa maneira contribuindo para um futuro mundo melhor, ou seja, um planeta de regeneração. Não falaremos sobre técnicas ou metodologias pedagógicas, mas iremos discorrer sobre a fantástica experiência que vivenciamos, acompanhando equipes socorristas em bem-aventurado trabalho de assistência a irmãos necessitados, dessa maneira presenciando admiráveis transformações pessoais que, por consequência direta, acabam por beneficiar a toda a comunidade.
Consideremos a ideia saudável de que, nos primeiros anos de vida, em uma nova encarnação, o espírito está a receber orientação moral visando a sua reeducação, ou seja, no período da infância e da juventude; e, quando aportamos no mundo invisível, após momentos experienciados na matéria, também necessitamos de companheiros com maior compreensão da vida para que tenhamos a séria oportunidade de avaliar a jornada recém-terminada.
Quando falamos em educação devemos elevar o conceito, para não apenas nos atermos à visão da aquisição fortuita de conhecimentos, mas nos direcionarmos para mais além: a educação que se reflete na ação efetiva do espírito em direção à boa ética e à boa moral, aspectos que propiciam transformações admiráveis em nosso espírito.
A educação começa no lar, amparada por pais responsáveis e amorosos, que se interessam pelo pensar e pelo sentir de seus pequeninos, tão confiantes que solicitaram abrigo no ventre materno e no apoio de um pai zeloso.
A educação se completa nas escolas por meio do direcionamento intelectual e pela aquisição de conhecimentos necessários à vida material, informações que possibilitarão ao espírito educando uma vivência mais lúcida, pois toda evolução intelectual abre as portas ao desenvolvimento ético e moral, e um espírito equilibrado colabora com o meio social e espiritual no qual atua.
A educação se estende para uma sociedade atuante, que molda o querer do indivíduo em seus padrões energéticos, que são reflexos de nossas mentes trabalhando para a psicosfera da comunidade que habitamos.
Mestres são direcionadores de energia”
A paciência, a persistência, a humildade, o respeito e o amor fraterno devem ser a diretiva de seu comportamento, uma vez que cada um de nós que se propõe a seguir a carreira profissional de educador está se comprometendo perante o Pai Amado a participar da educação de futuros indivíduos atuantes dentro de sua comunidade energética. Sabemos que a vida na matéria necessita da matéria, daí a necessidade do trabalho como incentivo ao desenvolvimento do intelecto e também como meio de suprir as necessidades da sobrevivência básica.
O mestre, o professor, é aquele que, por intermédio de sua formação acadêmica, se propõe a transmitir conhecimentos intelectuais, que deverão ser sempre complementados com ética e moral, responsabilidade essa que deverá ser prestada ao Pai como uma das mais importantes funções sobre o planeta.
Ai daquele que, por preguiça, por revolta, ou mesmo por vícios, relegar a responsabilidade moral que assumiu na educação de tantos espíritos agasalhados em corpos infantis ao acaso ou mesmo ao descaso, tratando-os com indiferença ou preconceito, ou até mesmo abuso.
O educador deve ser o amigo de confiança, a quem poderemos abrir o coração e tocar a fronte com reverência, pois ali está o exemplo fiel de quem gostaríamos de nos tornar, o missionário do amor incondicional e do perdão que nos direciona ao equilíbrio da própria vida.
A civilização humana é reflexo constante de sua vivência e de suas ambições; o planeta enfrenta moments dolorosos de reajuste diante da omissão e da inércia de séculos e séculos de passividade e descaso diante do espírito imortal.
Novos e tão antigos conceitos morais deverão ser resgatados a duras penas. Aquilo que foi esquecido deverá sobreviver a momentos de amnésia moral, e o retorno à vida é sempre doloroso para que não esqueçamos, no futuro, a dor vivenciada em busca de redenção.
O presente trabalho retratará experiências vividas por irmãos em busca de conforto espiritual através das existências dolorosas nos resgates intermitentes entre o bem e o mal, que ainda persistem em habitar nossas mentes em estreitas formas dualísticas. Falaremos sobre a infância, abençoado período em que podemos assimilar novas maneiras para despertar virtudes ou sermos arremessados no lodo das viciações; falaremos da juventude, admirável período no qual estamos em busca de nosso “eu”, que tanto será radioso ou tanto poderá nos atirar às trevas da ignorância moral.
A educação sempre foi vista por mim como a base da revolução social, emocional e moral. Sejamos responsáveis diante de tão admirável tarefa.
Deus nos abençoe,
Vinicius (Pedro de Camargo)
Ribeirão Preto, 18 de dezembro de 2007

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